Aula 06 · CONCEITUAL (Aguardando prática no sistema)

Criação de Orçamento: como estruturar corretamente a proposta desde a origem

O orçamento é a base da operação comercial no CAD ERP. Esta aula apresenta como ele deve ser entendido, quais decisões precisam ser tomadas antes da emissão da proposta e quais regras operacionais são obrigatórias para garantir consistência, rastreabilidade e controle.

O que é um orçamento na prática

O orçamento não deve ser tratado como simples preenchimento de dados ou etapa mecânica para geração de PDF. Ele representa a estrutura comercial completa da negociação.

É no orçamento que se consolida:

  • quem é o cliente;
  • qual é o cenário comercial da proposta;
  • qual modalidade será aplicada;
  • quais itens compõem a solução;
  • como essas informações serão organizadas no documento final.

O orçamento não é o documento. O orçamento é a base que gera o documento.

Por que a criação do orçamento é uma etapa crítica

A proposta comercial que o cliente recebe é reflexo direto da qualidade do orçamento. Se o orçamento nasce errado, a proposta nasce errada.

Por isso, criar orçamento corretamente não é apenas “lançar item”. É construir, de forma coerente, uma estrutura comercial válida.

  • Cliente incorreto compromete a negociação
  • Modalidade incorreta compromete preço e lógica comercial
  • Item incorreto compromete conteúdo e documento
  • Organização incorreta compromete clareza e leitura

O erro no orçamento não fica preso no sistema. Ele aparece para o cliente.

As decisões que definem um orçamento

A criação do orçamento exige algumas decisões fundamentais. Essas decisões estruturam o documento e não podem ser tratadas de forma automática ou superficial.

1. Cliente

O orçamento precisa estar vinculado ao cliente correto, com cadastro previamente conferido e consistente.

2. Tipo de proposta

O orçamento precisa refletir o cenário comercial correto, conforme a lógica da operação:

  • Equipamento novo
  • Manutenção (T100 / T200)
  • Base de troca
  • Engenharia
  • Fax-peça

3. Modalidade comercial

A modalidade define a lógica de precificação do documento. No contexto da No Fire, isso significa escolher corretamente entre T100 e T200.

4. Itens

Os itens devem ser coerentes com a proposta, com o cenário comercial e com a modalidade definida.

5. Organização documental

Os grupos de impressão e a estrutura do documento precisam estar alinhados ao conteúdo do orçamento.

Um orçamento bem feito depende de decisões corretas antes da emissão, e não de correção posterior.

T100 e T200: a modalidade define a lógica do orçamento

T100 e T200 não representam estruturas técnicas diferentes do sistema. Elas representam modalidades comerciais diferentes da operação da No Fire.

T100 — Modalidade “Tudo Incluso”

  • Valor inicial maior
  • Inclui componentes, serviços adicionais e substituições
  • Não há cobrança adicional ao cliente

T200 — Modalidade “Aberta / Complementar”

  • Valor inicial menor
  • Componentes adicionais são cobrados
  • Serviços adicionais são cobrados
  • Substituições são cobradas

A escolha entre T100 e T200 deve acontecer no início da construção do orçamento, porque ela define a lógica comercial do documento.

A modalidade não é detalhe. Ela determina como a proposta será construída e interpretada.

Regra obrigatória: uma única tabela por documento

Embora o sistema permita comportamento permissivo, a regra operacional da No Fire é clara: cada orçamento deve respeitar uma única modalidade.

  • A tabela definida no cabeçalho determina a modalidade do documento
  • Todos os itens devem respeitar essa mesma tabela
  • Não é permitido misturar T100 e T200 no mesmo orçamento

O sistema não garante isso sozinho. O controle depende da disciplina de quem opera.

Misturar tabelas no mesmo orçamento é falha operacional e compromete a consistência comercial e gerencial.

Se a modalidade mudar, o orçamento precisa ser refeito corretamente

Caso se perceba que a modalidade escolhida está errada, a correção não deve ser feita de forma improvisada ou parcial.

A lógica correta é:

  • excluir os itens e reinseri-los corretamente;
  • ou refazer o orçamento, quando necessário.

O que não pode acontecer é manter parte do orçamento em uma modalidade e parte em outra.

Modalidade errada não se corrige no “jeitinho”. Corrige-se reconstruindo corretamente.

Atenção crítica na emissão de propostas

O sistema permite a emissão de propostas sem que o orçamento esteja salvo.

Isso pode gerar uma situação onde:

  • o documento é enviado ao cliente;
  • mas não existe registro correspondente no sistema.

Após a inserção dos itens, o orçamento deve ser salvo imediatamente. O sistema permite alterações posteriores, portanto o salvamento não limita ajustes. A emissão de documento sem orçamento salvo é permitida pelo sistema, mas é considerada falha operacional grave.

Regra operacional obrigatória antes da emissão

Independente do sistema permitir ou não, a regra da operação é objetiva:

  • o orçamento deve existir no sistema;
  • o orçamento deve estar salvo;
  • o orçamento deve estar coerente;
  • só então o documento pode ser emitido.

Documento sem base no sistema não existe para a operação.

O que define um orçamento bem construído

Um orçamento bem feito não é o que foi gerado rapidamente. É o que foi estruturado com coerência.

  • Cliente correto
  • Tipo de proposta coerente
  • Modalidade correta
  • Itens corretos
  • Tabela consistente em todo o documento
  • Estrutura documental adequada

Velocidade sem critério gera retrabalho. Critério gera orçamento consistente.

O orçamento vem antes da proposta

A proposta é consequência da estrutura montada no orçamento. Isso significa que o operador não deve enxergar a geração da proposta como momento de “descobrir” se o orçamento ficou certo.

O orçamento já deve estar correto antes da emissão.

Proposta se emite após validação. Não se emite para validar.

O que esta aula não cobre

Esta aula não ensina o passo a passo de clique dentro do sistema.

  • não ensina a tela de orçamento em detalhe;
  • não ensina botões específicos;
  • não ensina emissão prática do PDF.

O objetivo aqui é consolidar a lógica operacional da criação do orçamento.

Primeiro o usuário compreende o que está construindo. Depois aprende a executar isso no sistema.

Próximo passo

Com a lógica do orçamento compreendida, o próximo passo é entender como os itens são organizados no documento por meio dos grupos de impressão.